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Arguments
{"categories"=>["economia", "coluna edu kopernick", "espírito santo", "licenciamento ambiental", "logística", "petróleo", "plataforma", "portos"], "content"=>"<div><figure><img src=\"https://www.folhavitoria.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Plataforma-Petrobras-Bacia-de-Campos.jpg\" alt=\"Plataforma P-40 paralisa após vazamento de gás na Bacia de Campos no Rio de Janeiro\"/><figcaption>Descomissionamento: plataformas que alcançam a maturidade depois são desmontadas, em um movimento bilionário de mercado. Foto: Divulgação/Petrobrás</figcaption></figure></div>\n<p>O Espírito Santo está diante de uma das maiores <strong><a href=\"https://www.folhavitoria.com.br/tag/espirito-santo/\">oportunidades</a></strong> industriais das próximas décadas — e corre o risco de perdê-la por um velho problema: a demora no licenciamento ambiental. O descomissionamento de plataformas de <strong><a href=\"https://www.folhavitoria.com.br/tag/petroleo/\">petróleo</a></strong> movimenta bilhões de dólares no mundo, e o Estado tem localização, <strong><a href=\"https://www.folhavitoria.com.br/tag/logistica/\">logística</a></strong> e capacidade empresarial para capturar parte relevante desse mercado. Mas, na prática, a oportunidade pode escapar por um fator menos visível: o tempo.</p>\n\n\n\n<p>O caso do porto de descomissionamento Nova Holanda, projetado para Vila Velha, entre a Prainha da Glória e a Eames, é emblemático. O projeto conseguiu licença ambiental em 2024. A estrutura prevê 92 mil metros quadrados de área livre para cargas, píer de 525 metros, calado de 12,5 metros, heliporto e um parque de tanques. O investimento inicial seria de R$ 285 milhões. É, na essência, o tipo de ativo que posiciona o Estado dentro de uma nova cadeia global. Porém, ele ainda não saiu do papel.</p>\n\n\n\n<p>O motivo, segundo o responsável pelo projeto, Hugo Marques, não é técnico, nem financeiro. É institucional. “Imaginávamos que precisaríamos apenas de uma renovação da licença de instalação. No entanto, o entendimento foi outro: precisa fazer tudo de novo”, disse. O resultado é uma sequência de exigências, revisões e silêncio. </p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-plataforma-significa-dinheiro\">Plataforma significa dinheiro</h3>\n\n\n\n<p>O problema não é apenas burocrático. É econômico. Cada plataforma que deixa de ser processada no Espírito Santo representa contratos na casa de bilhões. “Uma única operação pode girar R$ 1,1 bilhão”, afirmou Marques. Sem licença, não há contrato. Sem contrato, a plataforma vai embora. Simples assim. E está indo.</p>\n\n\n\n<p>O Estado já perdeu pelo menos três plataformas: a Capixaba, a Fluminense e a Rio das Ostras. Elas acabaram sendo descomissionadas fora do Brasil, na Dinamarca. A próxima da fila, a plataforma Ilhabela, da <strong><a href=\"https://www.sbmoffshore.com/\">SBM</a></strong>, pode seguir o mesmo caminho. Não por falta de capacidade local, mas por falta de tempo.</p>\n\n\n\n<p>O mercado de descomissionamento não espera. Ele se organiza anos antes. Contratos são fechados com três, quatro anos de antecedência. A engenharia é desenhada sob medida para o porto que receberá a estrutura. “Sem licença, não há nem negociação. E sem negociação, não há operação”, resumiu Marques.</p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, outros estados avançam.</p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-vizinhos-aproveitam-oportunidades\">Vizinhos aproveitam oportunidades</h2>\n\n\n\n<p>No Porto do Açu, no Rio de Janeiro, o licenciamento saiu em três meses. Resultado: uma plataforma já está direcionada para lá, com engenharia definida e operação contratada. Não há mais o que disputar. O Espírito Santo assistiu.</p>\n\n\n\n<p>E esse é o ponto central: não se trata de uma disputa técnica. Trata-se de velocidade.</p>\n\n\n\n<p>Hoje, não existe nenhuma estrutura pronta no Estado para receber plataformas. Nem no Porto Central, nem em Barra do Riacho, nem na própria Baía de Vitória. Os projetos existem. As intenções também. Porém sem licença, nada começa. E sem começar agora, nada acontece daqui a três anos.</p>\n\n\n\n<p>É aqui que o risco se torna estratégico.</p>\n\n\n\n<p>O Espírito Santo pode perder não apenas contratos pontuais, mas o timing de entrada em uma nova indústria. Porque o descomissionamento tem um efeito de escala: quem faz o primeiro contrato, tende a fazer o segundo, o terceiro, e assim por diante. Quem fica de fora no início, pode passar décadas tentando entrar depois.</p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-paradoxo-capixaba\">Paradoxo capixaba</h2>\n\n\n\n<p>O paradoxo é evidente. O Estado tem ambiente de negócios organizado, articulação entre governo e setor produtivo e uma estratégia clara para se tornar polo nacional. Mas esbarra justamente no ponto mais crítico da execução: o licenciamento.</p>\n\n\n\n<p>E não se trata de flexibilizar regras ambientais. Trata-se de previsibilidade, clareza e velocidade compatíveis com o ciclo da indústria.</p>\n\n\n\n<p>“Nós estamos confiantes, porque tem aí uma palavra de confiança das autoridades governamentais. Do secretário de Desenvolvimento Rogério Salume, do próprio governador Ricardo Ferraço. Vamos ver se a gente consegue avançar nesses processos de licenciamento, porque é isso que está pegando. Tecnologia temos, condição de fazer temos, mas o licenciamento demora demais”, pontuou Marques.</p>\n\n\n\n<p>O problema não é falta de oportunidade. É falta de tempo para aproveitá-la.</p>\n", "date_published"=>"Tue, 14 Apr 2026 21:30:00 +0000", "description"=>"<div><figure><img src=\"https://www.folhavitoria.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Plataforma-Petrobras-Bacia-de-Campos.jpg\" alt=\"Plataforma P-40 paralisa após vazamento de gás na Bacia de Campos no Rio de Janeiro\"/><figcaption>Descomissionamento: plataformas que alcançam a maturidade depois são desmontadas, em um movimento bilionário de mercado. Foto: Divulgação/Petrobrás</figcaption></figure></div>Porto de descomissionamento Nova Holanda, projetado para Vila Velha conseguiu licença ambiental em 2024. 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