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{"categories"=>["notícias", "r7", "anos 90", "consoles 16 bits", "golden axe", "mega drive", "mortal kombat", "rumbletech", "sega", "sonic", "streets of rage", "tectoy"], "content"=>"<p data-start=\"315\" data-end=\"402\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-40156\" src=\"https://gamehall.com.br/wp-content/uploads/2014/03/mega-drive-tec-toy-lançamento-em-1990.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"418\" srcset=\"https://gamehall.com.br/wp-content/uploads/2014/03/mega-drive-tec-toy-lançamento-em-1990.jpg 600w, https://gamehall.com.br/wp-content/uploads/2014/03/mega-drive-tec-toy-lançamento-em-1990-300x209.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" />Mega Drive no Brasil: 35 anos depois e eu ainda sinto o cheiro de cartucho queimado!</p>\n<h3 data-start=\"404\" data-end=\"567\">O console da Sega virou paixão nacional com a Tectoy, dividiu amizades nos anos 90 e me ensinou que nada une mais as pessoas do que soprar cartucho em grupo.</h3>\n<p data-start=\"574\" data-end=\"997\">Você sabe que já tá ficando velho quando lê “35 anos do <a href=\"https://gamehall.com.br/?s=Mega+Drive\">Mega Drive</a> no Brasil” e sente uma fisgada na lombar. Eu lembro como se fosse ontem: final dos anos 80, eu ainda usando bermuda jeans rasgada (porque moda e pobreza se confundiam muito naquela época), e de repente chega a notícia de que a <strong data-start=\"868\" data-end=\"876\">Sega</strong>, aquela mesma que me fez perder a audição jogando <em data-start=\"927\" data-end=\"936\">Hang-On</em> em fliperama, ia lançar um tal de <strong data-start=\"971\" data-end=\"985\">Mega Drive</strong> por aqui.</p>\n<p data-start=\"999\" data-end=\"1195\">Mas calma, não era só trazer o videogame e jogar na prateleira. Não, senhor. Foi a <strong data-start=\"1082\" data-end=\"1092\">Tectoy</strong>, essa entidade mística brasileira, que pegou o console e transformou num pedaço de cultura nacional.</p>\n<h2 data-start=\"1202\" data-end=\"1240\">O Mega Drive e a vida na quebrada</h2>\n<p data-start=\"1242\" data-end=\"1563\">Quando o Mega Drive chegou oficialmente em 1990, parecia que a TV tinha virado porta de entrada pro futuro. Lembre-se: a gente tava acostumado a ver programa da Xuxa em tubo 14 polegadas. De repente, lá estava o <a href=\"https://www.sonicthehedgehog.com/pt-bt/\"><strong data-start=\"1454\" data-end=\"1463\">Sonic</strong></a>, correndo a 200 km/h, parecendo que ia atravessar a tela e sair correndo no corredor da sua casa.</p>\n<p data-start=\"1565\" data-end=\"1756\">E claro, o Mega Drive era o <strong data-start=\"1593\" data-end=\"1612\">console radical</strong>. O slogan era basicamente: <em data-start=\"1640\" data-end=\"1733\">“Nintendo é pra criança, Sega é pros adolescentes revoltados com camiseta do Guns N’ Roses”</em>. E olha, funcionava.</p>\n<p data-start=\"1758\" data-end=\"2072\">Enquanto o Super Nintendo vinha com Mario fofinho e Link arrumadinho, o Mega te jogava <strong data-start=\"1845\" data-end=\"1884\">Mortal Kombat com sangue escorrendo</strong>, <em data-start=\"1886\" data-end=\"1903\">Streets of Rage</em> com música techno e pancadaria, e <em data-start=\"1938\" data-end=\"1950\">Golden Axe</em>, onde você basicamente batia em anão por poção mágica. Era violência, era atitude, era rock’n roll em forma de 16 bits.</p>\n<h2 data-start=\"2079\" data-end=\"2142\">A guerra dos consoles: meu bairro foi palco de guerra fria</h2>\n<p data-start=\"2144\" data-end=\"2349\">Nos anos 90, ser dono de Mega Drive ou Super Nintendo era basicamente <strong data-start=\"2214\" data-end=\"2243\">escolher partido político</strong>. Tinha moleque que parava de falar com você porque você falava que o Sonic era mais rápido que o Mario.</p>\n<p data-start=\"2351\" data-end=\"2719\">Na minha rua, o Flavinho era o “embaixador” da Nintendo. Ele tinha um Super Nintendo com <em data-start=\"2440\" data-end=\"2459\">Super Mario World</em>, e toda vez que me zoava dizia: <em data-start=\"2492\" data-end=\"2537\">“pelo menos meu console tem cor no cabo AV”</em>. Aí eu, com meu Mega ligado na entrada RF da TV Philco da minha mãe, respondia: <em data-start=\"2618\" data-end=\"2669\">“mas o meu tem Mortal Kombat com sangue, otário!”</em>. Era assim que a diplomacia funcionava em 1994.</p>\n<p data-start=\"2721\" data-end=\"3023\">E as <strong data-start=\"2726\" data-end=\"2739\">locadoras</strong>? Meu Deus, aquilo era campo de batalha. Você entrava e via a estante dividida no meio: cartuchos vermelhos e pretos da Tectoy de um lado, caixas coloridas da Nintendo do outro. Se você alugasse errado, já saía taxado no bairro: <em data-start=\"2968\" data-end=\"3020\">“ih, olha lá o cara que joga Donkey Kong, maricas”</em>.</p>\n<h2 data-start=\"3030\" data-end=\"3065\">Tectoy, a madrinha do gamer BR</h2>\n<p data-start=\"3067\" data-end=\"3303\">A Tectoy não só trouxe o Mega Drive, mas <strong data-start=\"3108\" data-end=\"3134\">abrasileirou o bagulho</strong>. Teve manual em português, jogo adaptado pra nossa realidade e até cartucho da <strong data-start=\"3214\" data-end=\"3255\">Turma da Mônica na Terra dos Monstros</strong>, que era basicamente <em data-start=\"3277\" data-end=\"3289\">Wonder Boy</em> disfarçado.</p>\n<p data-start=\"3305\" data-end=\"3538\">E o clássico: <strong data-start=\"3319\" data-end=\"3351\">Show do Milhão no Mega Drive</strong>. Quem viveu, viveu. Quem não viveu, nunca vai saber a emoção de errar uma pergunta sobre capital de estado e ouvir o Silvio Santos digitalizado perguntando: <em data-start=\"3509\" data-end=\"3535\">“Você está certo disso?”</em>.</p>\n<p data-start=\"3540\" data-end=\"3732\">E ainda teve <strong data-start=\"3553\" data-end=\"3577\">Chapolin vs. Drácula</strong> e até <strong data-start=\"3584\" data-end=\"3601\">Duke Nukem 3D</strong> no Mega Drive em 1998 (!). Isso era a Tectoy dizendo: <em data-start=\"3656\" data-end=\"3729\">“quem disse que console velho não serve mais? Segura minha fita, irmão”</em>.</p>\n<h2 data-start=\"3739\" data-end=\"3777\">Os clássicos que moldaram caráter</h2>\n<p data-start=\"3779\" data-end=\"3824\">Mega Drive foi onde aprendi lições de vida:</p>\n<p data-start=\"3827\" data-end=\"3891\"><em data-start=\"3827\" data-end=\"3847\">Sonic the Hedgehog</em>: nunca confie em médico chamado Robotnik.</p>\n<p data-start=\"3894\" data-end=\"3991\"><em data-start=\"3894\" data-end=\"3911\">Streets of Rage</em>: resolver problemas na base do soco é aceitável quando a trilha sonora é boa.</p>\n<p data-start=\"3994\" data-end=\"4059\"><em data-start=\"3994\" data-end=\"4006\">Golden Axe</em>: anões são traiçoeiros, mas sempre carregam poção.</p>\n<p data-start=\"4062\" data-end=\"4182\"><em data-start=\"4062\" data-end=\"4089\">FIFA International Soccer</em>: se você não quebrar o controle na mesa depois de tomar gol de bug, você não é brasileiro.</p>\n<p data-start=\"4185\" data-end=\"4253\"><em data-start=\"4185\" data-end=\"4200\">Mortal Kombat</em>: sangue digital une mais que churrasco de domingo.</p>\n<p data-start=\"4255\" data-end=\"4420\">E claro, os <strong data-start=\"4267\" data-end=\"4284\">shoot ‘em ups</strong>. Quem nunca ficou até 3 da manhã jogando <em data-start=\"4326\" data-end=\"4344\">Thunder Force IV</em>, achando que tava num cockpit de caça, não sabe o que é viver de verdade.</p>\n<h2 data-start=\"4427\" data-end=\"4466\">As gambiarras gamer dos anos 80/90</h2>\n<p data-start=\"4468\" data-end=\"4544\">Eu preciso abrir o coração aqui: não era só jogar. Era viver de gambiarra.</p>\n<p data-start=\"4547\" data-end=\"4611\">Cartucho não pegava? <strong data-start=\"4568\" data-end=\"4608\">Sopra até quase perder a consciência</strong>.</p>\n<p data-start=\"4614\" data-end=\"4770\">TV só tinha entrada de antena? Você ligava o Mega no RF, e ficava girando a sintonia até aparecer uma imagem menos embaçada que uma foto Polaroid molhada.</p>\n<p data-start=\"4773\" data-end=\"4852\">Controle quebrava? Você amarrava fita isolante no fio e torcia pra funcionar.</p>\n<p data-start=\"4854\" data-end=\"4979\">E quando o vizinho comprava jogo importado, era mais fácil conseguir ver o <strong data-start=\"4929\" data-end=\"4947\">Halley’s Comet</strong> de novo do que ele emprestar.</p>\n<h2 data-start=\"4986\" data-end=\"5028\">Mega Drive, trilha sonora dos anos 90</h2>\n<p data-start=\"5030\" data-end=\"5084\">Se você fechar os olhos agora, ainda consegue ouvir:</p>\n<p data-start=\"5087\" data-end=\"5139\">A música da fase 1 de Sonic 1 (<em data-start=\"5118\" data-end=\"5135\">Green Hill Zone</em>).</p>\n<p data-start=\"5142\" data-end=\"5221\">O techno de <em data-start=\"5154\" data-end=\"5171\">Streets of Rage</em> que parecia sair direto de um baile de garagem.</p>\n<p data-start=\"5224\" data-end=\"5284\">A abertura do <em data-start=\"5238\" data-end=\"5253\">Mortal Kombat</em> berrando <em data-start=\"5263\" data-end=\"5271\">“SEGA”</em> no início.</p>\n<p data-start=\"5286\" data-end=\"5356\">Aliás, esse “SEGA” berrado era o verdadeiro Dolby Atmos dos anos 90.</p>\n<h2 data-start=\"5363\" data-end=\"5390\">O legado que não morre</h2>\n<p data-start=\"5392\" data-end=\"5733\">Enquanto nos EUA e Japão o Mega morreu nos anos 90, aqui no Brasil ele sobreviveu mais que novela da Globo. A Tectoy relançou o console em versões compactas, em versões de mesa, em versões que já vinham com jogo na memória… Teve até <strong data-start=\"5625\" data-end=\"5644\">Mega Drive 2017</strong>, que era tipo o remake de filme cult: meio bugado, mas só de ver já batia a nostalgia.</p>\n<p data-start=\"5735\" data-end=\"5853\">Hoje em dia a Tectoy tá vendendo portátil chinês renomeado, mas na nossa memória ela sempre será a madrinha do Mega.</p>\n<h2 data-start=\"5860\" data-end=\"5898\">O Rumble dos anos 80 manda a real</h2>\n<p data-start=\"5900\" data-end=\"6088\">Eu vivi os anos 80 e 90 jogando Mega Drive com amigo sentado no chão da sala, dividindo controle engordurado de Fandangos e brigando porque ele sempre pegava o Axel no <em data-start=\"6068\" data-end=\"6085\">Streets of Rage</em>.</p>\n<p data-start=\"6090\" data-end=\"6287\">E olha, 35 anos depois, ainda me pego pensando: o Mega Drive não era só um videogame. Era uma <strong data-start=\"6184\" data-end=\"6200\">fase da vida</strong>. Era a época em que a gente acreditava que um cartucho podia mudar a semana inteira.</p>\n<p data-start=\"6289\" data-end=\"6443\">Hoje, com PS5, PC Master Race e 8K, a gente ainda sente falta de soprar cartucho e ouvir aquele <em data-start=\"6385\" data-end=\"6393\">“SEGA”</em> gritado que parecia te acordar melhor que café.</p><p>The post <a href=\"https://gamehall.com.br/mega-drive-no-brasil-35-anos-depois-ainda-sopramos-cartucho/\">Mega Drive no Brasil: 35 anos depois ainda sopramos cartucho</a> first appeared on <a href=\"https://gamehall.com.br\">GameHall</a>.</p>", "date_published"=>"Fri, 03 Oct 2025 01:50:54 +0000", "description"=>"<p>Mega Drive no Brasil: 35 anos depois e eu ainda sinto o cheiro de cartucho queimado! O console da Sega virou paixão nacional com a Tectoy, dividiu amizades nos anos 90 e me ensinou que nada une mais as pessoas do que soprar cartucho em grupo. 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