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{"categories"=>["", "noticiário agronegócio geral"], "content"=>"\nSão Paulo, 16 - A Bayer elabora planos para tentar resolver parte de seus processos em massa relacionados ao herbicida Roundup por meio de procedimentos na justiça estadual do Missouri, nos Estados Unidos, onde a maioria das ações está pendente, de acordo com fontes. Como alternativa, caso não haja acordo, a empresa alemã considera um pedido de falência da Monsanto, fabricante norte-americana do produto, adquirida por US$ 63 bilhões em 2018. Desde então, a Bayer já desembolsou cerca de US$ 10 bilhões em acordos judiciais, parte dos US$ 16 bilhões reservados para esse fim. Mais de 67 mil processos alegam que o Roundup causou câncer. \n\nPara lidar com o impasse, a Bayer contratou os escritórios Latham & Watkins e AlixPartners para avaliar estratégias, segundo fontes. Uma eventual recuperação judicial da Monsanto suspenderia os processos e permitiria tratar a responsabilidade da empresa no tribunal de falências.\n\nA Bayer sustenta que o Roundup é seguro, citando análises da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) e de outros órgãos reguladores. Recentemente, a empresa informou a agricultores, fornecedores e varejistas que poderá deixar de produzir o Roundup caso não consiga resolver as ações judiciais, que vêm pressionando o preço de suas ações. Os papéis da Bayer caíram cerca de 75% desde a aquisição da Monsanto em 2018.\n\nAgricultores norte-americanos dependem do Roundup para produzir culturas como soja, milho e algodão, que são geneticamente modificadas para resistir ao produto. O Serviço Geológico dos EUA estimou que os agricultores aplicam quase 300 milhões de libras de glifosato por ano em seus campos.\n\nEm abril, a Bayer aprovou um plano para diluir suas ações em cerca de 35% e assim levantar US$ 9 bilhões adicionais para ajudar a cobrir possíveis custos com os litígios nos EUA. A empresa anunciou no início do ano que separaria internamente o negócio do glifosato do restante de sua divisão agrícola. O chefe da divisão agrícola da Bayer, Rodrigo Santos, disse em uma conferência com investidores na quinta-feira que a empresa está comprometida em resolver o impasse judicial nos próximos 12 a 18 meses. \n\nA Bayer, enquanto enfrenta os litígios relacionados ao Roundup, gastou milhões de dólares fazendo lobby junto a legisladores estaduais e federais para aprovar leis que possam proteger a empresa de futuras ações judiciais. A companhia também pede intervenção da Suprema Corte dos EUA, que anteriormente recusou um pedido para limitar processos alegando que o Roundup deveria conter alertas sobre o risco de câncer. A empresa afirmou esta semana que a Suprema Corte pode decidir já em junho se aceitará ou não analisar seu recurso mais recente relacionado ao glifosato. Fonte: <i>Dow Jones Newswires</i> \n ", "date_published"=>"Fri, 16 May 2025 11:43:00 -0300", "description"=>"\nSão Paulo, 16 - A Bayer elabora planos para tentar resolver parte de seus processos em massa relacionados ao herbicida Roundup por meio de procedimentos na justiça estadual do Missouri, nos Estados Unidos, onde a maioria das ações está pendente, de acordo com fontes. Como alternativa, caso não haja acordo, a empresa alemã considera um pedido de falência da Monsanto, fabricante norte-americana do produto, adquirida por US$ 63 bilhões em 2018. 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Os papéis da Bayer caíram cerca de 75% desde a aquisição da Monsanto em 2018.\n\nAgricultores norte-americanos dependem do Roundup para produzir culturas como soja, milho e algodão, que são geneticamente modificadas para resistir ao produto. O Serviço Geológico dos EUA estimou que os agricultores aplicam quase 300 milhões de libras de glifosato por ano em seus campos.\n\nEm abril, a Bayer aprovou um plano para diluir suas ações em cerca de 35% e assim levantar US$ 9 bilhões adicionais para ajudar a cobrir possíveis custos com os litígios nos EUA. A empresa anunciou no início do ano que separaria internamente o negócio do glifosato do restante de sua divisão agrícola. 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Uma eventual recuperação judicial da Monsanto suspenderia os processos e permitiria tratar a responsabilidade da empresa no tribunal de falências.\n\nA Bayer sustenta que o Roundup é seguro, citando análises da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) e de outros órgãos reguladores. Recentemente, a empresa informou a agricultores, fornecedores e varejistas que poderá deixar de produzir o Roundup caso não consiga resolver as ações judiciais, que vêm pressionando o preço de suas ações. Os papéis da Bayer caíram cerca de 75% desde a aquisição da Monsanto em 2018.\n\nAgricultores norte-americanos dependem do Roundup para produzir culturas como soja, milho e algodão, que são geneticamente modificadas para resistir ao produto. O Serviço Geológico dos EUA estimou que os agricultores aplicam quase 300 milhões de libras de glifosato por ano em seus campos.\n\nEm abril, a Bayer aprovou um plano para diluir suas ações em cerca de 35% e assim levantar US$ 9 bilhões adicionais para ajudar a cobrir possíveis custos com os litígios nos EUA. A empresa anunciou no início do ano que separaria internamente o negócio do glifosato do restante de sua divisão agrícola. O chefe da divisão agrícola da Bayer, Rodrigo Santos, disse em uma conferência com investidores na quinta-feira que a empresa está comprometida em resolver o impasse judicial nos próximos 12 a 18 meses. \n\nA Bayer, enquanto enfrenta os litígios relacionados ao Roundup, gastou milhões de dólares fazendo lobby junto a legisladores estaduais e federais para aprovar leis que possam proteger a empresa de futuras ações judiciais. A companhia também pede intervenção da Suprema Corte dos EUA, que anteriormente recusou um pedido para limitar processos alegando que o Roundup deveria conter alertas sobre o risco de câncer. A empresa afirmou esta semana que a Suprema Corte pode decidir já em junho se aceitará ou não analisar seu recurso mais recente relacionado ao glifosato. 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