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{"categories"=>["análises", "notícias", "r7", "aventura subaquática", "bahamut and the waqwaq tree", "espiritualidade nos games", "jogo 2d", "jogo poético", "jogos indie", "magali pixel", "mitologia árabe", "narrativa contemplativa", "starvania"], "content"=>"<p class=\"\" data-start=\"499\" data-end=\"908\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-226378\" src=\"https://gamehall.com.br/wp-content/uploads/2025/05/bahamut2.webp\" alt=\"\" width=\"403\" height=\"227\" srcset=\"https://gamehall.com.br/wp-content/uploads/2025/05/bahamut2.webp 1920w, https://gamehall.com.br/wp-content/uploads/2025/05/bahamut2-300x169.webp 300w, https://gamehall.com.br/wp-content/uploads/2025/05/bahamut2-1024x576.webp 1024w, https://gamehall.com.br/wp-content/uploads/2025/05/bahamut2-900x505.webp 900w, https://gamehall.com.br/wp-content/uploads/2025/05/bahamut2-1536x864.webp 1536w, https://gamehall.com.br/wp-content/uploads/2025/05/bahamut2-390x220.webp 390w, https://gamehall.com.br/wp-content/uploads/2025/05/bahamut2-150x84.webp 150w\" sizes=\"(max-width: 403px) 100vw, 403px\" />Tem jogo que chega pra te sacudir, explodir a tela em partículas, te jogar loot na cara e te chamar de herói. E tem jogo como <em data-start=\"625\" data-end=\"654\">Bahamut and the Waqwaq Tree</em>, que sussurra: “ei, tá tudo bem parar um pouco”.</p>\n<p class=\"\" data-start=\"499\" data-end=\"908\">É aquele tipo de aventura que mais parece um sonho lúcido com perfume de lenda esquecida. E quando você acorda, não sabe se jogou um game ou se teve uma conversa com o inconsciente coletivo da humanidade.</p>\n<p class=\"\" data-start=\"910\" data-end=\"1169\">Sim, eu sei, parece exagero. Mas me diz: quando foi a última vez que você controlou uma criaturinha misteriosa nadando pelas profundezas de uma mitologia árabe submersa, com direito a baleia cósmica, árvore encantada e caligrafia flutuando como poeira mágica?</p>\n<h2 class=\"\" data-start=\"1176\" data-end=\"1227\"><img src=\"https://s.w.org/images/core/emoji/15.1.0/72x72/1f433.png\" alt=\"🐳\" class=\"wp-smiley\" style=\"height: 1em; max-height: 1em;\" /> A baleia, a serpente e o oceano dentro de nós</h2>\n<p class=\"\" data-start=\"1229\" data-end=\"1622\">O jogo se passa no reino subaquático de Ma’een, que um dia foi cheio de vida, mas agora tá… meio capenga. Culpa de quem? Do desequilíbrio causado por duas entidades gigantes: <strong data-start=\"1406\" data-end=\"1417\">Bahamut</strong>, a baleia que representa a luz, e <strong data-start=\"1452\" data-end=\"1461\">Falak</strong>, a serpente que representa a escuridão. Um yin-yang molhado e mitológico que parou de funcionar, e quem sofre são as criaturinhas mágicas que vivem ali. E você.</p>\n<p class=\"\" data-start=\"1624\" data-end=\"1735\">Você, no caso, é um espírito que tenta restaurar a harmonia. Simples? Não. Mas profundamente simbólico? Demais.</p>\n<p class=\"\" data-start=\"1737\" data-end=\"1939\">E é aí que o jogo mostra que ele não é só sobre nadar — é sobre <strong data-start=\"1801\" data-end=\"1812\">existir</strong>, <strong data-start=\"1814\" data-end=\"1825\">escutar</strong>, <strong data-start=\"1827\" data-end=\"1839\">resgatar</strong>. Porque enquanto você nada por esse oceano de cores e silêncios, você também mergulha dentro de si.</p>\n<h2 class=\"\" data-start=\"1946\" data-end=\"2002\"><img src=\"https://s.w.org/images/core/emoji/15.1.0/72x72/2712.png\" alt=\"✒\" class=\"wp-smiley\" style=\"height: 1em; max-height: 1em;\" /> Caligrafia árabe como movimento. Arte ou gameplay?</h2>\n<p class=\"\" data-start=\"2004\" data-end=\"2281\">Gente, para tudo: o jeito que o personagem se move foi <strong data-start=\"2059\" data-end=\"2092\">inspirado em caligrafia árabe</strong>. E não é só enfeite, não. O traço do movimento parece um pincel flutuando na água. É bonito de ver, bonito de jogar, e bonito de entender — como se cada gesto contasse uma palavra secreta.</p>\n<p class=\"\" data-start=\"2283\" data-end=\"2464\">É raro ver um jogo com um sistema de movimentação que seja ao mesmo tempo mecânica de jogo e metáfora. Tipo quando você percebe que em <a href=\"https://gamehall.com.br/?s=Journey\"><em data-start=\"2418\" data-end=\"2427\">Journey</em></a> o deserto também é personagem, sabe?</p>\n<p class=\"\" data-start=\"2466\" data-end=\"2623\">Aqui, <strong data-start=\"2472\" data-end=\"2499\">o movimento é linguagem</strong>. E quando você desbloqueia novas habilidades, sente como se tivesse aprendido um novo verbo em uma língua antiga esquecida.</p>\n<h2 class=\"\" data-start=\"2630\" data-end=\"2688\"><img src=\"https://s.w.org/images/core/emoji/15.1.0/72x72/1f3a8.png\" alt=\"🎨\" class=\"wp-smiley\" style=\"height: 1em; max-height: 1em;\" /> Visual e som: o jogo sussurra, mas o impacto é grito</h2>\n<p class=\"\" data-start=\"2690\" data-end=\"2816\">Visualmente, <em data-start=\"2703\" data-end=\"2732\">Bahamut and the Waqwaq Tree</em> parece uma carta de amor escrita com tinta dourada e guardada dentro de uma concha.</p>\n<p class=\"\" data-start=\"2818\" data-end=\"3069\">Tudo ali é <strong data-start=\"2829\" data-end=\"2839\">etéreo</strong>, <strong data-start=\"2841\" data-end=\"2851\">sereno</strong>, <strong data-start=\"2853\" data-end=\"2866\">flutuante</strong> — mas sem perder a intensidade. Cada bioma tem uma identidade, mas todos compartilham aquele sentimento de que <strong data-start=\"2978\" data-end=\"3009\">você está dentro de um mito</strong>. Um mito que não foi criado pra ser entendido, mas sentido.</p>\n<p class=\"\" data-start=\"3071\" data-end=\"3344\">A trilha sonora então… ai. Cada nota parece saída de um instrumento esquecido em uma caverna úmida no Oriente Médio. E o mais bonito? A música <strong data-start=\"3214\" data-end=\"3236\">muda com a jornada</strong>. Ela cresce, recua, acompanha o seu humor — tipo aquele amigo sensível que oferece um ombro sem falar nada.</p>\n<h2 class=\"\" data-start=\"3351\" data-end=\"3415\"><img src=\"https://s.w.org/images/core/emoji/15.1.0/72x72/1f9e0.png\" alt=\"🧠\" class=\"wp-smiley\" style=\"height: 1em; max-height: 1em;\" /> Quebra-cabeças, inimigos e… não, não tem espada flamejante</h2>\n<p class=\"\" data-start=\"3417\" data-end=\"3557\">Calma lá, se você chegou até aqui achando que vai montar um build de dano crítico com armadura de escamas de dragão… pode voltar duas casas.</p>\n<p class=\"\" data-start=\"3559\" data-end=\"3778\"><a href=\"https://store.steampowered.com/app/2525300/Bahamut_and_the_Waqwaq_Tree/\"><em data-start=\"3559\" data-end=\"3588\">Bahamut and the Waqwaq Tree</em></a> não é sobre <strong data-start=\"3601\" data-end=\"3611\">vencer</strong>. É sobre <strong data-start=\"3621\" data-end=\"3634\">desvendar</strong>. Os desafios que você enfrenta são mais emocionais que mecânicos. Os inimigos? Guardiões corrompidos. As batalhas? Ritualísticas, quase danças.</p>\n<p class=\"\" data-start=\"3780\" data-end=\"3955\">E os quebra-cabeças? Mais próximos de metáforas do que de matemática. Um deles me fez lembrar daquela frase do Rumi: “Você nasce com asas, por que prefere rastejar pela vida?”</p>\n<p class=\"\" data-start=\"3957\" data-end=\"3958\"><strong><img src=\"https://s.w.org/images/core/emoji/15.1.0/72x72/1f331.png\" alt=\"🌱\" class=\"wp-smiley\" style=\"height: 1em; max-height: 1em;\" /> A Árvore Waqwaq e o que ela me ensinou (além de querer tatuar uma folha no ombro)</strong></p>\n<p class=\"\" data-start=\"4049\" data-end=\"4236\">A tal árvore Waqwaq é onde tudo gira. Uma árvore mística que parou de dar frutos e, com isso, o mundo foi murchando. Olha só, <strong data-start=\"4175\" data-end=\"4236\">me diz se isso não é o símbolo perfeito da gente em 2025?</strong></p>\n<p class=\"\" data-start=\"4238\" data-end=\"4418\">Quantas vezes a gente para de frutificar porque tá cansado, desequilibrado, perdendo a noção de onde vem a luz e a sombra? Pois é. O jogo não te dá respostas. Mas te faz perguntar.</p>\n<p class=\"\" data-start=\"4420\" data-end=\"4542\">No fim das contas, a árvore é você. É o mundo. É a arte. E Bahamut e Falak são só os extremos que você precisa equilibrar.</p>\n<h2 class=\"\" data-start=\"4549\" data-end=\"4600\">Comparações inevitáveis (e algumas meio malucas)</h2>\n<ul data-start=\"4602\" data-end=\"4903\">\n<li class=\"\" data-start=\"4602\" data-end=\"4674\">\n<p class=\"\" data-start=\"4604\" data-end=\"4674\">Se <em data-start=\"4607\" data-end=\"4616\">Journey</em> tivesse feito terapia com um monge sufi, daria isso aqui.</p>\n</li>\n<li class=\"\" data-start=\"4675\" data-end=\"4757\">\n<p class=\"\" data-start=\"4677\" data-end=\"4757\">Se <em data-start=\"4680\" data-end=\"4686\">Abzû</em> tivesse mais mitologia e menos aquário do SeaWorld, seria primo-irmão.</p>\n</li>\n<li class=\"\" data-start=\"4758\" data-end=\"4903\">\n<p class=\"\" data-start=\"4760\" data-end=\"4903\">Se <em data-start=\"4763\" data-end=\"4787\">Shadow of the Colossus</em> se passasse dentro de uma garrafa de perfume ancestral e trocasse a espada por uma pena mágica… bom, você entendeu.</p>\n</li>\n</ul>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bahamut and the Waqwaq Tree - Official Release Date Trailer\" width=\"1220\" height=\"686\" src=\"https://www.youtube.com/embed/CCWnjxe6TYo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen></iframe></p>\n<h2 data-start=\"5689\" data-end=\"5712\"><strong data-start=\"5692\" data-end=\"5710\">Prós e Contras</strong></h2>\n<p><strong>Prós:</strong></p>\n<ul>\n<li>Uma aula de design narrativo culturalmente relevante</li>\n<li>Visual que merece virar quadro de museu</li>\n<li>Trilha sonora feita pra curar traumas (provavelmente)</li>\n<li>Jogabilidade diferente de tudo que você já viu</li>\n<li>Profundidade simbólica que só melhora com o tempo</li>\n</ul>\n<p><strong>Contras:</strong></p>\n<ul>\n<li>Não é pra quem quer ação frenética</li>\n<li>Se você não curte jogo sem muita fala… talvez estranhe</li>\n<li>Algumas mecânicas são mais contemplativas do que desafiadoras</li>\n<li>Pode ser “lento demais” pra quem tem pressa de zerar</li>\n</ul>\n<h2><strong>Nota Final: 8/10</strong></h2>\n<blockquote><p><em data-start=\"4929\" data-end=\"4958\">Bahamut and the Waqwaq Tree</em> não é um jogo pra speedrun, nem pra build de dano crítico, nem pra platinar em dois dias. Ele é um jogo pra <strong data-start=\"5067\" data-end=\"5090\">respirar mais lento</strong>, pra <strong data-start=\"5096\" data-end=\"5115\">sentir cada cor</strong>, pra <strong data-start=\"5121\" data-end=\"5225\">relembrar histórias que seu bisavô nunca te contou porque o mundo atropelou o tempo de contar mitos. </strong>Se você é do tipo que acha que jogos são só entretenimento, talvez passe batido. Mas se você acredita que jogos também podem ser poesia interativa, <strong data-start=\"5375\" data-end=\"5433\">esse aqui é uma ode feita em bolhas, runas e silêncio.</strong></p></blockquote><p>The post <a href=\"https://gamehall.com.br/analise-bahamut-and-the-waqwaq-tree-entre-serpentes-baleias-e-os-misterios-da-alma/\">Análise | Bahamut and the Waqwaq Tree: entre serpentes, baleias e os mistérios da alma</a> first appeared on <a href=\"https://gamehall.com.br\">GameHall</a>.</p>", "date_published"=>"Thu, 08 May 2025 15:40:43 +0000", "description"=>"<p>Tem jogo que chega pra te sacudir, explodir a tela em partículas, te jogar loot na cara e te chamar de herói. E tem jogo como Bahamut and the Waqwaq Tree, que sussurra: “ei, tá tudo bem parar um pouco”. 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