| Arguments |
{"categories"=>["segurança", "notícia", "china", "índia", "paquistão", "estadão conteúdo", "notícia (leitores leais)", "política"], "content"=>"<img width=\"1201\" height=\"675\" src=\"https://static.ndmais.com.br/2025/05/exercito-paquistao-1.png\" class=\"attachment-ndmais-fetured size-ndmais-fetured\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" srcset=\"https://static.ndmais.com.br/2025/05/exercito-paquistao-1.png 1201w, https://static.ndmais.com.br/2025/05/exercito-paquistao-1-800x450.png 800w, https://static.ndmais.com.br/2025/05/exercito-paquistao-1-768x432.png 768w, https://static.ndmais.com.br/2025/05/exercito-paquistao-1-550x310.png 550w, https://static.ndmais.com.br/2025/05/exercito-paquistao-1-320x180.png 320w\" sizes=\"(max-width: 1201px) 100vw, 1201px\" /><div class=\"mceTemp\"></div>\n<img src=\"https://static.ndmais.com.br/2025/05/exercito-paquistao-1-800x450.png\" alt=\"Contra-ataque paquistanês pode ocorrer a qualquer momento após ataque indiano – Foto: Associated Press of Pakistan/Reprodução/ND\" title=\"Contra-ataque paquistanês pode ocorrer a qualquer momento após ataque indiano – Foto: Associated Press of Pakistan/Reprodução/ND\" width=\"800\" />\n<p>O Paquistão autorizou suas forças armadas a tomar medidas de retaliação “correspondentes” contra a Índia, depois que um <a href=\"https://ndmais.com.br/seguranca/india-assume-bombardeio-no-paquistao-que-deixou-mortos-e-feridos-nesta-terca/\">ataque com mísseis indianos matou 26 pessoas</a> na madrugada desta quarta-feira (7). A ofensiva aumentou os temores de uma escalada do conflito entre os dois países — que têm arsenais nucleares.</p>\n<p>Em uma declaração contundente, o Paquistão acusou a Índia de “iniciar um inferno” na região. Nove locais foram atingidos, na parte da Caxemira controlada pelo Paquistão e na província paquistanesa de Punjab.</p>\n\n<p>A Índia disse que os ataques foram uma retaliação direta a um ataque na Caxemira controlada pela Índia no final do mês passado, no qual <a href=\"https://ndmais.com.br/seguranca/ataque-terrorista-na-india-turista-faz-registro-de-tirolesa/\">militantes atacaram e mataram 25 turistas hindus e seu guia.</a></p>\n<p>A Índia acusou o Paquistão de envolvimento direto nos ataques, por meio de organizações militantes islâmicas que o país há muito tempo é acusado de apoiar. Depois de seus ataques aéreos na quarta-feira (7), que mataram 26 pessoas, incluindo várias crianças, e deixaram 45 feridos, a Índia comemorou a vitória sobre o Paquistão.</p>\n<p>O Exército indiano afirmou que os ataques tinham como alvo específico os terroristas e os campos de treinamento de dois grupos militantes islâmicos, Lashkar-e-Taiba e Jaish-e-Mohammed, que há muito tempo são acusados de operar livremente a partir do Paquistão e estão envolvidos em alguns dos ataques terroristas mais letais da Índia.</p>\n<p>“Matamos apenas aqueles que mataram nossos inocentes”, disse o ministro da defesa da Índia, Rajnath Singh, enquanto o ministro de assuntos internos, Amit Shah, disse que o governo estava “decidido a dar uma resposta adequada a qualquer ataque contra a Índia e seu povo”.</p>\n<img src=\"https://static.ndmais.com.br/2025/05/missel-paquistao-800x467.png\" alt=\"Bombardeio mata pelo menos oito pessoas e gera expectativa de contra-ataque paquistanês – Foto: Missel-Paquistão\" title=\"Bombardeio mata pelo menos oito pessoas e gera expectativa de contra-ataque paquistanês – Foto: Missel-Paquistão\" width=\"800\" />\n<p>O Exército indiano descreveu os ataques com mísseis como “não escalonados, proporcionais e responsáveis”. Políticos indianos de diferentes partidos políticos elogiaram a operação, que recebeu o nome de “Sindoor”, uma palavra em hindi para o pó de vermelhão usado por mulheres hindus casadas em suas testas e cabelos. Foi uma referência às mulheres cujos maridos foram mortos na frente delas no ataque na Caxemira.</p>\n<p>O Paquistão afirmou que os “ataques não provocados e injustificados martirizaram homens, mulheres e crianças inocentes” e negou a existência de qualquer acampamento ou infraestrutura terrorista nas áreas atingidas pela Índia.</p>\n<p>Pela primeira vez desde a guerra entre a Índia e o Paquistão em 1971, mísseis indianos atingiram o interior de Punjab, a província mais importante do ponto de vista político e militar do Paquistão, matando pelo menos 16 pessoas.</p>\n<h2>Contra-ataque paquistanês pode ocorrer “no momento e local de sua escolha”, diz governo após reunião de segurança</h2>\n<p>O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, deixou claro que seu país via os ataques da Índia como um “ato flagrante de guerra” e pretendia tomar medidas de retaliação, embora não tenha discutido a forma que isso tomaria.</p>\n<p>Em uma reunião do conselho de segurança nacional nesta quarta-feira, o governo de Sharif autorizou as Forças Armadas a liderar o contra-ataque paquistanês para defender a soberania “em um momento, local e maneira de sua escolha”.</p>\n<p>Em uma sessão do parlamento nesta quarta-feira, Bilawal Bhutto Zardari, copresidente do Partido Popular do Paquistão, que governa como parte do governo de coalizão, reafirmou o direito do país de se defender e disse que contra-ataque paquistanês “ainda está por vir”.</p>\n<img src=\"https://static.ndmais.com.br/2025/05/paquistao-india-800x467.png\" alt=\"Contra-ataque paquistanês é prometido pelo governo – Foto: Reprodução/R7/ND\" title=\"Contra-ataque paquistanês é prometido pelo governo – Foto: Reprodução/R7/ND\" width=\"800\" />\n<h2>Caxemira, o centro do conflito armado</h2>\n<p>“O Paquistão tem o direito de responder a esse ataque como quiser”, disse ele. A Caxemira, no sopé do Himalaia, <a href=\"https://ndmais.com.br/politica/5-pontos-para-entender-o-conflito-entre-india-e-paquistao-que-pode-causar-guerra-nuclear/\">tem sido disputada desde a divisão da Índia e a formação do Paquistão em 1947.</a></p>\n<p>Tanto a Índia quanto o Paquistão a reivindicam integralmente, mas cada um controla uma parte do território, separada por uma das fronteiras mais militarizadas do mundo: a “linha de controle”, baseada em uma fronteira de cessar-fogo estabelecida após a guerra de 1947-48. A China controla outra parte no leste.</p>\n<p>A Índia e o Paquistão entraram em guerra três vezes por causa da Caxemira, a última delas em 1999.</p>\n<p>Havia indícios de que a Índia também havia sofrido perdas nos ataques de quarta-feira, que foram realizados por aeronaves militares e drones dentro do espaço aéreo da própria Índia. O Paquistão alegou que cerca de 80 jatos indianos haviam participado dos ataques e disse que havia “exercido moderação” ao abater apenas cinco.</p>\n<p>O governo indiano permaneceu calado sobre todas as aeronaves que teriam sido abatidas, mas os destroços de pelo menos três aviões foram relatados em áreas da Caxemira controlada pela Índia e no estado indiano de Punjab.</p>\n<img src=\"https://static.ndmais.com.br/2025/05/bomba-nuclear-paquistao-1-800x307.png\" alt=\"Paquistão começou a desenvolver armas nucleares em 1972, o que gera tensão para um possível contra-ataque paquistanês – Foto: Nuclear Threat Initiative/Reprodução/ND\" title=\"Paquistão começou a desenvolver armas nucleares em 1972, o que gera tensão para um possível contra-ataque paquistanês – Foto: Nuclear Threat Initiative/Reprodução/ND\" width=\"800\" />\n<p>O Comitê de Segurança Nacional do Paquistão disse que o país se reserva o direito de responder “em legítima defesa, no momento, local e maneira que escolher”.</p>\n<p>A declaração afirmou que os ataques foram realizados “sob o falso pretexto da presença de campos terroristas imaginários” e disse que eles mataram civis.</p>\n<p>O analista do sul da Ásia, Michael Kugelman, disse que os ataques foram alguns dos de maior intensidade da Índia contra seu rival em anos e que a resposta do Paquistão “certamente também será contundente”.</p>\n<p>“Essas são duas forças armadas fortes que, mesmo com armas nucleares como dissuasão, não têm medo de empregar níveis consideráveis de força militar convencional uma contra a outra”, disse Kugelman. “Os riscos de escalada são reais. E eles podem muito bem aumentar, e rapidamente”.</p>\n<p>Em 2019, os dois países chegaram perto de uma guerra depois que um insurgente da Caxemira bateu com um carro carregado de explosivos em um ônibus que transportava soldados indianos, matando 40 pessoas. A Índia respondeu com ataques aéreos.</p>\n<h2>Comunidade internacional pede cautela</h2>\n<p>O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, pediu o máximo de contenção porque o mundo não podia “permitir um confronto militar” entre a Índia e o Paquistão, de acordo com uma declaração do porta-voz Stephane Dujarric.</p>\n<p>A China também pediu calma. Pequim é, de longe, o maior investidor no Paquistão e tem várias disputas de fronteira com a Índia, incluindo uma na parte nordeste da região da Caxemira.</p>\n<p>Vários estados indianos realizaram exercícios de defesa civil na quarta-feira para treinar civis e equipes de segurança para reagir em caso de ataque. O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, adiou sua próxima viagem à Noruega, Croácia e Holanda.</p>\n\n<p><em>*Com informações do Estadão Conteúdo</em></p>\n", "date_published"=>"Wed, 07 May 2025 22:39:31 +0000", "description"=>"Decisão ocorre após bombardeios indianos que mataram dezenas de pessoas; tensão entre potências nucleares aumenta e deixa o oriente em alerta\n", "enclosures"=>[], "id"=>"https://ndmais.com.br/seguranca/contra-ataque-paquistanes-governo-autoriza-exercito-a-tomar-medidas-drasticas-contra-india/", "subtitle"=>"Decisão ocorre após bombardeios indianos que mataram dezenas de pessoas; tensão entre potências nucleares aumenta e deixa o oriente em alerta\n", "title"=>"Contra-ataque paquistanês: governo autoriza exército a tomar medidas drásticas contra Índia", "url"=>"https://ndmais.com.br/seguranca/contra-ataque-paquistanes-governo-autoriza-exercito-a-tomar-medidas-drasticas-contra-india/", "partner"=>{"agency_id"=>"633d9b23ca9084760e000813", "arc_publication"=>false, "feed_url"=>"https://ndmais.com.br/feed/r7-rss/", "post_url"=>"http://cms-homol-api.ir7.com.br/agencies/633d9b23ca9084760e000813/external_media", "feed_rss_layoutr7"=>false, "feed_rss"=>"external_media", "generic_login_url"=>"", "generic_user_key"=>"", "generic_user"=>"", "generic_password_key"=>"", "generic_password"=>"", "afp_client_id"=>"", "afp_client_secret"=>"", "section_id"=>"633d99e819d224b16b002b04", "website_id"=>"", "template_id"=>"", "name"=>"ND Mais", "type_authentication"=>"basic", "authentication"=>false, "show_images_carousel"=>false, "should_publish"=>true, "distributor"=>"083f060d-69d5-42a8-88f6-5c66429ea416", "summary"=>true}, "images"=>[{"src"=>"https://static.ndmais.com.br/2025/05/exercito-paquistao-1.png.webp", "title"=>"Segundo especialistas, o conflito entre Índia e Paquistão pode escalar para uma guerra nuclear, já que países não têm medo de empregar forças um contra o outro"}], "arc_gallery"=>[]}
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