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{"categories"=>["economia", "artigo ibef-es", "descarbonização", "finanças", "ibef-es", "negócios", "saneamento"], "content"=>"<div><figure><img src=\"https://uploads.folhavitoria.com.br/2025/02/estacao-de-tratamento-de-esgoto.jpg\" alt=\"Estação de Tratamento de Esgoto\"/><figcaption>Estação de Tratamento de Esgoto. Foto: Cesan</figcaption></figure></div>\n<p class=\"has-background\" style=\"background-color:#e9e9e9\"><em>*Artigo escrito por Rovena Mariano Cabral, administradora, coordenadora do Comitê ESG da Cesan, gestora da Divisão de Contratos e Documentos da Cesan e líder do Comitê Qualificado de Conteúdo de ESG do IBEF-ES.</em></p>\n\n\n\n<p>O acesso universal ao <strong><a href=\"https://www.folhavitoria.com.br/tag/saneamento-basico/\">saneamento básico</a></strong> é um dos maiores desafios ambientais e sociais do Brasil. Com a meta estabelecida pelo <strong>Novo Marco Legal do Saneamento</strong> (Lei nº 14.026/2020), o país precisa garantir que, até 2033, 99% da população tenha acesso à água potável e 90% ao tratamento e coleta de esgoto. </p>\n\n\n\n<p><strong>Leia também: <a href=\"https://www.folhavitoria.com.br/economia/ibef-como-a-inteligencia-artificial-revoluciona-auditoria-e-compliance/\">Como a Inteligência Artificial revoluciona auditoria e compliance</a></strong></p>\n\n\n\n<p>Para isso, e em contraste com os atuais 83,7% e 62,5%, respectivamente, serão necessários investimentos da ordem de R$ 890 bilhões, segundo o BNDES. </p>\n\n\n\n<p>No entanto, essa expansão traz uma questão crucial: como garantir que o crescimento da infraestrutura de saneamento esteja alinhado com as metas de descarbonização e sustentabilidade?</p>\n\n\n\n<p>O tratamento de água e esgoto é essencial para a saúde pública e a preservação dos recursos hídricos, mas também representa uma fonte significativa de emissões de gases de efeito estufa (GEE). </p>\n\n\n\n<p>Processos de tratamento liberam metano (CH₄) e óxido nitroso (N₂O), gases com potencial de aquecimento global 28 e 265 vezes maior que o CO₂, respectivamente. </p>\n\n\n\n<p>De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), o setor de saneamento é responsável por até 3% das emissões globais de GEE. </p>\n\n\n\n<p>No Brasil, um estudo da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) aponta que as emissões diretas do setor ultrapassam 6 milhões de toneladas de CO₂ equivalente por ano, um número que tende a crescer com a construção de novas estações de tratamento.</p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-impacto-do-esgoto-nao-tratado\">O impacto do esgoto não tratado</h3>\n\n\n\n<p>Se, por um lado, o tratamento de esgoto gera emissões, por outro, sua ausência causa impactos ambientais ainda mais severos. </p>\n\n\n\n<p>O despejo de esgoto sem tratamento nos corpos d’água leva à decomposição anaeróbica da matéria orgânica, resultando na liberação descontrolada de metano e óxido nitroso. </p>\n\n\n\n<p>Um levantamento do Instituto Trata Brasil estima que 5,8 milhões de toneladas de CO₂ equivalente são emitidas anualmente no país devido ao esgoto não tratado. </p>\n\n\n\n<p>Além disso, essa poluição compromete a qualidade dos mananciais, exigindo um consumo ainda maior de energia para o tratamento da água captada.</p>\n\n\n\n<p>A solução, portanto, não está em evitar a construção de novas Estações de Tratamento de Água (ETAs) e Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), mas sim em torná-las mais eficientes e sustentáveis.</p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-caminhos-para-um-saneamento-de-baixo-carbono\">Caminhos para um saneamento de baixo carbono</h4>\n\n\n\n<p>As empresas do setor têm um papel estratégico na promoção de um modelo de saneamento sustentável. Algumas soluções já se mostram viáveis e eficazes na redução das emissões:</p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-biogas-como-fonte-de-energia-renovavel\">Biogás como fonte de energia renovável</h5>\n\n\n\n<p>O uso de biodigestores para capturar e reaproveitar o biogás gerado no tratamento de esgoto pode reduzir drasticamente as emissões do setor. </p>\n\n\n\n<p>Segundo o CIBiogás, a tecnologia pode mitigar até 80% das emissões de GEE nas ETEs. </p>\n\n\n\n<p>A SANEPAR, no Paraná, já adotou essa solução e conseguiu reduzir em 60% seu consumo de energia elétrica em algumas unidades.</p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-aproveitamento-energetico-e-fontes-renovaveis\">Aproveitamento energético e fontes renováveis</h5>\n\n\n\n<p>Além do biogás, muitas concessionárias estão investindo em energia solar e eólica para abastecer suas operações. </p>\n\n\n\n<p>A SABESP, em São Paulo, implementou um projeto de aproveitamento energético que reduziu em 30 mil toneladas por ano suas emissões de CO₂ equivalente.</p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-compensacao-com-reflorestamento\">Compensação com reflorestamento</h5>\n\n\n\n<p>O plantio de árvores pode compensar emissões e, ao mesmo tempo, preservar os mananciais utilizados para abastecimento. </p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Embrapa, espécies nativas podem sequestrar até 10 toneladas de CO₂ por hectare ao ano. </p>\n\n\n\n<p>No Espírito Santo, a CESAN já desenvolve programas de recuperação de matas ciliares, garantindo a proteção das fontes de água e a redução do assoreamento dos rios.</p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-eficiencia-energetica-no-tratamento\">Eficiência energética no tratamento</h5>\n\n\n\n<p>A modernização de equipamentos e processos pode reduzir significativamente a pegada de carbono das ETAs e ETEs. </p>\n\n\n\n<p>A SANEPAR, por exemplo, investiu na instalação de painéis solares, reduzindo 20% da demanda elétrica em algumas de suas estações.</p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-saneamento-sustentavel-e-possivel\">Saneamento sustentável é possível</h4>\n\n\n\n<p>A universalização do saneamento não precisa ser um vilão do meio ambiente. Pelo contrário: se feita com planejamento e inovação, essa expansão pode representar um salto para a sustentabilidade. </p>\n\n\n\n<p>O uso de biogás, fontes renováveis de energia, reflorestamento e eficiência energética são caminhos viáveis para garantir que o crescimento do setor aconteça em sintonia com as metas de descarbonização. </p>\n\n\n\n<p>O desafio está lançado. Agora, cabe às empresas de saneamento liderarem essa transformação e mostrarem que é possível equilibrar desenvolvimento, responsabilidade ambiental e compromisso com um futuro mais sustentável.</p>\n\n\n\n<p class=\"has-background\" style=\"background-color:#e9e9e9\"><em>Este texto expressa a opinião do autor e não traduz, necessariamente, a opinião do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo</em>.</p>\n", "date_published"=>"Mon, 05 May 2025 13:00:00 +0000", "description"=>"<div><figure><img src=\"https://uploads.folhavitoria.com.br/2025/02/estacao-de-tratamento-de-esgoto.jpg\" alt=\"Estação de Tratamento de Esgoto\"/><figcaption>Estação de Tratamento de Esgoto. 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