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{"categories"=>["saúde", "brasil", "estadão conteúdo", "notícia", "notícia (leitores leais)", "santa catarina", "são paulo"], "content"=>"<img width=\"1200\" height=\"700\" src=\"https://static.ndmais.com.br/2025/04/formula-infantil-agrotoxico.png\" class=\"attachment-ndmais-fetured size-ndmais-fetured\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" srcset=\"https://static.ndmais.com.br/2025/04/formula-infantil-agrotoxico.png 1200w, https://static.ndmais.com.br/2025/04/formula-infantil-agrotoxico-800x467.png 800w, https://static.ndmais.com.br/2025/04/formula-infantil-agrotoxico-768x448.png 768w, https://static.ndmais.com.br/2025/04/formula-infantil-agrotoxico-320x187.png 320w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" /><img decoding=\"async\" src=\"https://static.ndmais.com.br/2025/04/formula-infantil-agrotoxico-800x467.png\" alt=\"Estudo revelou a presença de agrotóxicos em fórmulas infantis – Foto: Reprodução/Freepik/ND\" title=\"Estudo revelou a presença de agrotóxicos em fórmulas infantis – Foto: Reprodução/Freepik/ND\" width=\"800\" />\n<p>Dois estudos conduzidos por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) detectaram a presença de resíduos de agrotóxicos em fórmulas infantis.</p>\n<p>A pesquisa também revelou a presença de micotoxinas, compostos tóxicos produzidos por fungos nos produtos.</p>\n\n<p>Entre os agrotóxicos em fórmulas infantis estavam o carbofurano e o metamidofos, que são proibidos no Brasil, além de outros elementos, como fármacos veterinários.</p>\n<p>As análises sobre agrotóxicos em fórmulas infantis foram publicadas no <i>Journal of Chromatography A</i> e no <i>Journal of Food Composition and Analysis</i> em maio de 2024 e março de 2025, respectivamente.</p>\n<h2>Produtos são destinados a crianças</h2>\n<p>As fórmulas infantis são produtos substitutos parciais ou totais do leite materno destinadas a crianças de até 36 meses de idade.</p>\n<p>“Os produtos são feitos (para atender) todas as necessidades de um recém-nascido que não pode se alimentar do leite materno – seja porque a mãe enfrenta dificuldades para amamentar, seja por alguma alergia da criança”, explica Teresa Sena, nutricionista e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGN/UFSC).</p>\n<p>Segundo um estudo publicado na revista <i>Globalization and Health</i>, os produtos têm se tornado cada vez mais comuns nas prateleiras de mercados brasileiros.</p>\n<p>Entre 2006 e 2020, a venda das fórmulas teve um crescimento de quase 750%. Os valores saltaram de R$ 278 milhões para R$ 2,3 bilhões.</p>\n<p>Apesar de cada vez mais comuns, não há legislação específica no Brasil sobre limites de agrotóxicos em fórmulas infantis. Daí a importância dos estudos.</p>\n<img decoding=\"async\" src=\"https://static.ndmais.com.br/2025/04/formulas-infantis-800x467.png\" alt=\"Agrotóxicos em fórmulas infantis causam riscos à saúde de bebês – Foto: Reprodução/Freepik/ND\" title=\"Agrotóxicos em fórmulas infantis causam riscos à saúde de bebês – Foto: Reprodução/Freepik/ND\" width=\"800\" />\n<h2>Além de agrotóxicos, estudo encontrou outros contaminantes</h2>\n<p>Os pesquisadores estudaram 30 amostras de produtos comercializados no país.</p>\n<p>A análise inicial se baseou em uma lista de 23 possíveis contaminantes, 19 agrotóxicos e quatro micotoxinas, escolhidas com base em uma lista da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).</p>\n<p>A agência é responsável por divulgar relatórios e monografias sobre os produtos mais usados nas plantações do Brasil.</p>\n<p>A equipe, então, avaliou as matérias-primas dos produtos e selecionou os agrotóxicos que poderiam estar presentes nas fórmulas com base nos dados da Anvisa.</p>\n<p>As amostras também passaram por uma triagem para identificar outros contaminantes além dos 23 iniciais.</p>\n<p>Para isso, foi usado um banco de dados com mais de 2 mil substâncias, incluindo agrotóxicos e derivados, hormônios, remédios veterinários e outros compostos.</p>\n<img decoding=\"async\" src=\"https://static.ndmais.com.br/2025/04/agrotoxicos-800x467.png\" alt=\"Brasil não tem uma legislação específica para agrotóxicos em fórmulas infantis – Foto: Reprodução/Freepik/ND\" title=\"Brasil não tem uma legislação específica para agrotóxicos em fórmulas infantis – Foto: Reprodução/Freepik/ND\" width=\"800\" />\n<p>Como não existe uma legislação específica no Brasil para agrotóxicos em fórmulas infantis, os pesquisadores utilizaram limites de segurança estabelecidos pela União Europeia (UE). Na primeira análise das amostras, foram encontrados fenitrotiona, clorpirifos e bifentrina, mas abaixo dos limites da UE.</p>\n<p>Um ponto de alerta é que o carbofurano, agrotóxico proibido no Brasil em 2017, foi detectado em 10% das amostras.</p>\n<p>A hipótese para a presença de agrotóxicos em fórmulas infantis tenha ocorrido por bioacumulação: mesmo que o composto não tenha sido utilizado, ele pode permanecer no meio ambiente por anos e, consequentemente, contaminar os alimentos.</p>\n<p>Na etapa de triagem, foram identificados 32 compostos, entre eles agrotóxicos não previstos, hormônios e medicamentos veterinários. Isso pode ter acontecido por contaminações durante a produção das matérias-primas, como leite de vaca e de cabra.</p>\n<p>Já a segunda análise monitorou os resíduos de agrotóxicos com base em um banco de dados com 278 substâncias. Os resultados foram mais preocupantes.</p>\n<p>Seis compostos apareceram em 86,6% das amostras, são eles: ftalimida, cis-1,2,3,6-tetra-hidroftalimida, pyridaben, bupirimate, piperonil butóxido e metamidofós (proibido no Brasil desde 2012).</p>\n<p>Entre eles, chamam atenção especialmente o pyridaben, a ftalimida e a cis-1,2,3,6-tetra-hidroftalimida, que estavam presentes em concentrações acima do limite permitido pela UE.</p>\n<p>Os resíduos podem ter origem variada, incluindo a contaminação das matérias-primas, processos de industrialização ou mesmo o contato com materiais das embalagens</p>\n<p>Os pesquisadores ponderam que a intenção do estudo não é desencorajar o consumo desses alimentos, mas assegurar que eles atendam aos padrões de qualidade necessários para a alimentação infantil.</p>\n<p>As fórmulas foram analisadas em 2023 e os lotes não estão mais disponíveis no mercado. Por questões éticas, as marcas analisadas não foram citadas.</p>\n<h2><b>Quais os impactos dos agrotóxicos em fórmulas infantis</b></h2>\n<p>Os agrotóxicos são substâncias usadas na agricultura para otimizar a produção e reduzir a perda por fungos, ervas daninhas, animais invasores etc.</p>\n<p>“Embora existam diversas fórmulas, eles naturalmente têm alguma toxicidade. O propósito deles é justamente eliminar os invasores”, explica Tamara Andrade, especialista do Programa de Alimentação Saudável e Sustentável do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec).</p>\n<img decoding=\"async\" src=\"https://static.ndmais.com.br/2022/07/receita-federal-800x450.jpeg\" alt=\"Presença de agrotóxicos em fórmulas infantis pode causar danos a saúde – Foto: Divulgação/ND\" title=\"Presença de agrotóxicos em fórmulas infantis pode causar danos a saúde – Foto: Divulgação/ND\" width=\"800\" />\n<p>Segundo Tamara, cada alimento tem um limite máximo de resíduos estabelecido pela Anvisa. A definição é feita com base em estudos sobre cada substância e os possíveis impactos que ela pode causar.</p>\n<p>“Embora dependa de cada tipo de substância e concentração, no geral, os agrotóxicos têm potencial de prejuízo metabólico, hormonal e cancerígeno”, informa Tamara.</p>\n<h2>Agrotóxicos em fórmulas infantis podem estar associados a câncer</h2>\n<p>Segundo ela, muitos estudos associam o consumo e também o manuseio a alguns tipos de câncer. Os trabalhadores que aplicam essas substâncias também podem sofrer queimaduras ou apresentar feridas por causa do contato direto com os produtos.</p>\n<p>Um ponto de destaque é que os efeitos tendem a se prolongar, porque a exposição acontece de forma contínua, com a ingestão de diversas substâncias ao longo do tempo – não é apenas um alimento isolado. Ou seja, os agrotóxicos vão se acumulando em nosso organismo.</p>\n<p>Larissa Bombardi, autora do livro “Agrotóxicos e Colonialismo Químico” e professora do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP) alerta sobre os agrotóxicos em fórmulas infantis.</p>\n<p>Já que, no caso das crianças, os efeitos das substâncias podem ser ainda mais impactantes por uma série de fatores fisiológicos e de desenvolvimento.</p>\n<p>Como ingerem, respiram e absorvem proporcionalmente mais substâncias químicas que os adultos, elas acabam acumulando maiores quantidades de toxinas.</p>\n<p>Além disso, os sistemas nervoso e imunológico dos pequenos ainda estão em formação, tornando-os mais sensíveis a compostos neurotóxicos e aos disruptores endócrinos – substâncias que alteram o funcionamento hormonal.</p>\n<p>Tamara ainda pontua que nem todos os efeitos dos agrotóxicos no corpo das crianças são conhecidos, já que grande parte dos estudos e a própria legislação brasileira são baseadas em corpos adultos.</p>\n<p>“Embora tenhamos muitas evidências de que são mais prejudiciais às crianças, (os impactos) desse prejuízo ainda é um tanto incerta”.</p>\n<h2><b>Monitoramento, fiscalização e punição</b></h2>\n<p>Um ponto de atenção é que não há como saber se os alimentos contêm resíduos de agrotóxicos.</p>\n<p>“O controle dos resíduos de agrotóxicos é feito apenas em alimentos in natura (como frutas, verduras e legumes). A Anvisa fiscaliza se eles têm percentuais acima do permitido ou não. Mas os alimentos ultraprocessados não são controlados. Então, na prática, a gente não tem como saber se um produto tem resíduos ou não”, explica Tamara.</p>\n<p>“O que sempre recomendamos é ter atenção ao ler o rótulo dos produtos. Quanto mais extensa a lista de ingredientes e mais nomes difíceis, com coisas que a gente não sabe o que é, maior a chance de ter algum resíduo. É preferível consumir produtos mais ‘limpos'”, recomenda.</p>\n<p>“Mas não existe um programa estatal robusto de controle. Você não vai encontrar um selo, por exemplo, que garanta que o produto não tem resíduos de agrotóxicos”.</p>\n<p>Diante disso, Larissa defende que exista não apenas um monitoramento dos produtos, mas também uma fiscalização severa para agrotóxicos em fórmulas infantis.</p>\n<p>“Monitoramento é apenas uma constatação. Já fiscalização significa que você constata e pune os responsáveis pela não conformidade”, diferencia.</p>\n<p>“A UE, por exemplo, tem um sistema de monitoramento que avalia as amostras e vê se estão em conformidade ou não. Dependendo do caso, as penalidades podem ser desde impedir a comercialização dos produtos até a aplicação de multas e, em casos mais extremos, prisões”.</p>\n<p>A professora recorda que, em 2017, uma companhia na Holanda comercializou ovos com resíduos de fipronil, substância proibida na UE.</p>\n<p>“Os proprietários da empresa, que se chamava Chickfriend, foram presos e tiveram uma sentença de um ano”, conta. Para ela, a UE é um bom exemplo de que é possível ter um sistema de monitoramento com fiscalização e aplicação de pena.</p>\n<p>Outra questão importante é a facilidade para aprovação de substâncias no País.</p>\n<p>De acordo com Teresa, um estudo mostrou que cerca de 80% dos agrotóxicos permitidos no Brasil eram proibidos em pelo menos três países da Organização de Comércio e Desenvolvimento Econômico (OCDE).</p>\n<p>“O limite máximo de resíduos também é diferente de outros países. Pegando a UE como exemplo, lá existem limites estabelecidos para uma variedade muito maior de alimentos. No Brasil, além de termos menos categorias reguladas, os valores permitidos podem ser até 200 vezes mais altos”.</p>\n", "date_published"=>"Thu, 24 Apr 2025 23:30:09 +0000", "description"=>"Análise de 30 amostras de produtos destinados a crianças identificou também hormônios e medicamentos veterinários", "enclosures"=>[], "id"=>"https://ndmais.com.br/saude/presenca-de-agrotoxicos-em-formulas-infantis-veja-riscos/", "subtitle"=>"Análise de 30 amostras de produtos destinados a crianças identificou também hormônios e medicamentos veterinários", "title"=>"Alerta: estudo encontra agrotóxicos em fórmulas infantis", "url"=>"https://ndmais.com.br/saude/presenca-de-agrotoxicos-em-formulas-infantis-veja-riscos/", "partner"=>{"agency_id"=>"633d9b23ca9084760e000813", "arc_publication"=>false, "feed_url"=>"https://ndmais.com.br/feed/r7-rss/", "post_url"=>"http://cms-homol-api.ir7.com.br/agencies/633d9b23ca9084760e000813/external_media", "feed_rss_layoutr7"=>false, "feed_rss"=>"external_media", "generic_login_url"=>"", "generic_user_key"=>"", "generic_user"=>"", "generic_password_key"=>"", "generic_password"=>"", "afp_client_id"=>"", "afp_client_secret"=>"", "section_id"=>"633d99e819d224b16b002b04", "website_id"=>"", "template_id"=>"", "name"=>"ND Mais", "type_authentication"=>"basic", "authentication"=>false, "show_images_carousel"=>false, "should_publish"=>true, "distributor"=>"083f060d-69d5-42a8-88f6-5c66429ea416", "summary"=>true}, "images"=>[{"src"=>"https://static.ndmais.com.br/2025/04/formula-infantil-agrotoxico-1200x675.png.webp", "title"=>"Estudo revela presença de agrotóxicos em fórmulas infantis"}], "arc_gallery"=>[]}
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